Cervejas: Avaliações e Dicas

Blog com espaço para que o apreciador veja avaliações e compartilhe suas opiniões sobre diversos estilos de cerveja.

Copos

Não é uma regra que se deve seguir com rigidez, mas no mundo cervejeiro, para cada tipo de cerveja há um copo específico para saboreá-la de forma mais prazerosa. Notadamente as cervejarias belgas são especialistas nesta arte e, em geral, cada cerveja tem o seu próprio copo. A seguir, seguem os estilos de copos mais utilizados.


POKAL

Coringa por excelência, o Pokal é um copo com haste e pé, geralmente bem trabalhado. Detalhe é a boca levemente fechada, para fornecer a retenção de aromas. Estilos de cervejas: Standard Lager, Premium Lager, Munich Helles, Pilsen, Vienna Lager, Oktoberfest, Dark Lager.


WEIZEN

Em essência, é um copo lager (tulipa de boteco) de gente grande, literalmente. Perto da boca, um alargamento favorece a estabilização da espuma abundante dessas cervejas, seguido de um estreitamento para conter os aromas. Estilos: Weissbier, Weizenbock, Witbier.


TULIP

O nome deste copo deve-se à sua semelhança com o formato da flor chamada tulipa (tulip). Ele se parece com o copo tipo Cálice, mas apresenta uma curvatura extra, para fora, que faz aumentar o diâmetro de sua boca. Esse recurso permite a expansão dos aromas mais voláteis. Estilos: Belgian Strong Ales, Bière de Garde, Saison, Lambic.


PINT

O Pint é para a cultura cervejeira britânica o que o chope é para a alemã: unidade de medida (568ml na Grã-Bretanha e 473ml nos Estados Unidos) transformada em unidade cervejística. Copo robusto com a boca um pouco mais larga que a base. Estilos: Pale Ale, Bitter, Stout, Porter.


STEIN OU MUG

Alemanha e Inglaterra são as pátrias do caneco de cerveja. São os steins, que têm esse nome porque eram de pedra (ou cerâmica) ou mugs. Os de vidro começaram a ser fabricados no início do século XX. Estilos: Märzen, Helles Munique, Schwarzbier, Porter, Stout.


GOBLET OU CÁLICE

Tratando-se de cerveja, o cálice é uma instituição essencialmente belga, apesar de ser encontrado em outras nações cervejeiras. Costumam ser trabalhados nas hastes e muitos possuem entalhes que favorecem a formação de espuma. Estilos: Barleywine, Ale Forte Belga.


BOLLEKE

Versão do Goblet de boca mais aberta, também tradicional na Bélgica, o Bolleke valoriza os aromas da cerveja. É adotado por monastérios da Ordem Trapista, monges beneditinos europeus que fabricam cerveja. Estilos: Ale Forte Belga, Dubbel Belga, Tripel Belga.


TUMBLER
O nome Tumbler é aplicado de maneira genérica a todos os copos sem haste, de base plana e cuja boca tem diâmetro igual ou maior que o diâmetro da base. Merece destaque o copo tradicional da cerveja Hoegaarden, criado pelo cervejeiro belga Pierre Celis. Ele tem a face sextavada e a boca bem larga. Estilos: Wibier, Gueuze e Lambic.


WILLYBECHER

Considerado o copo padrão alemão, especialmente na região da Baviera. Com cintura fina e boca convexa, atende ao requisito de robustez e resistência, sem se tornar pesado. Estilos: Pilsner, Vienna Lager e Rauchbier.


LAGER

Muito popular no Brasil, este modelo é muito parecido com o Weizen, mas comporta apenas 250 ml ou 330 ml. Permite uma boa visibilidade da transparência e da efervecência das Pilsen. Em geral eles devem ter a boca mais larga do que a base. Isso porque, enquanto se esvazia o copo, a área da superfície a ser coberta pela espuma diminui, permitindo que a espuma se mantenha por mais tempo. Estilo: Pilsen.
Copo Lager2


FLÛTE

Assim como ocorre no mundo do vinho, as elegantes flûtes costumam ser reservadas às cervejas mais delicadas e efervescentes, como as submetidas ao método champenoise. Sua forma esbelta ajuda a manter o gás carbônico. Estilos: Bière Brut, Lambic.


SHAKER

É a nossa querida e versátil caldereta. O nome em inglês refere-se ao uso desse tipo de copo em coquetéis. Faz sucesso também nos EUA, onde é o copo padrão da maioria das cervejarias locais. Versão mais moderna do pint. Estilos: Lager, India Pale Ale, Porter, Stout.
Copo Shaker


Fonte base do texto: Guia da Cerveja, O Globo, 2012 / Larousse da Cerveja, 2009.

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Written by M. Nogueira

12/11/2012 às 22:16